Seis municípios atingem meta do Ideb

 

 

O Grande ABC melhorou o desempenho escolar durante o ano passado. Conforme o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), os números relacionados ao Ensino Fundamental (1º ao 9º ano) aumentaram em todas as cidades, comparando 2013 e 2015. O levantamento realizado pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), parte do MEC (Ministério da Educação), tem como objetivo apresentar para governos estaduais e municipais diagnóstico do Ensino Básico, como forma de direcionar as políticas de distribuição de recursos.

 
Dos dados referentes à etapa do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano), os destaques são os resultados dos municípios de São Bernardo e São Caetano. Além de melhorarem seus indicadores no período avaliado, ambas cidades já conseguiram bater a meta estipulada pelo governo federal para 2021.
 
No desempenho geral, Santo André (passou de 5,6 para 6,2), São Bernardo (de 6 para 6,8), São Caetano (6,6 para 7,2), Diadema (5,9 para 6,3), Mauá (4,3 para 5,2) e Rio Grande da Serra (5,2 para 6,2) alcançaram a meta proposta pelo MEC para 2015. Já Ribeirão Pires, apesar do aumento de 6,1 para 6,3, não alcançou meta de 6,4.
 
Conforme o secretário de Educação de Santo André, Gilmar Silvério, o aumento dos índices se deve principalmente ao investimento nos professores. “Antes, eles eram contratados temporariamente, mas abrimos um concurso público em 2013 para a contratação de efetivos. Também apostamos na formação dos profissionais”, disse. Ele também destacou os programas de reforço, como o Mais Educação.
 
O secretário de Educação de São Bernardo, Paulo Dias,destacou o esforço dos profissionais e o Horário de Trabalho Pedagógico Coletivo, que reúne professores e coordenadores para discussões relacionadas ao ensino. “Agora temos que manter e avançar ainda mais, investindo em qualificação nos espaços e dos trabalhadores”, afirmou
Para a secretária de Educação de São Caetano, Ivone Braido Voltarelli, o investimento na Pasta ajudou diretamente no aumento do índice.
 
“Foram (investimentos) em equipamentos, formação de professores e também suporte para esses profissionais. Todos trabalharam com vontade de melhorar”. Ela também citou a implantação do currículo unificado em todas as escolas em 2013.
 
Mauá afirmou que a evolução é atribuída a diversas políticas públicas, entre elas a criação do Programa de Nivelamento, uma avaliação aplicada no início do ano letivo para verificar o grau de conhecimento dos estudantes e que direciona para aulas de reforço.
 
Em Diadema, a secretária de Educação, Tatiane Lamarca, destacou os investimentos na Pasta. “Como kit escolar, implantação do ensino Sesi com formação de professores, aumento da cota de coordenadores pedagógicos nas escolas de Ensino Fundamental, em que cada unidade escolar possui um coordenador pedagógico.”
 
Ribeirão Pires listou o aumento do número de vagas nas escolas municipais, de 4.000 para 9.000 alunos nas 33 instituições de ensino.
 

Grande ABC não alcança índice na avaliação do 2º ciclo
 
Na avaliação do 2º ciclo do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano), responsabilidade do Estado, apesar do aumento dos índices, das sete cidades nenhuma alcançou o número proposto. De acordo com o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), São Caetano teve o maior indicador (6) mas não alcançou a meta do MEC (Ministério da Educação), de 6,4.
 
Diadema e Mauá tiveram registro de 4,7 (em 2013 o índice foi 4,5 e 4,4, respectivamente), São Bernardo e Rio Grande da Serra apresentaram indicador de 4,6 (4,5 e 4,2 em 2013) e Santo André aumentou de 4,2 para 4,5.
 
ESTADO
No País, o Estado ocupou a liderança do 1º ciclo (1º ao 5º ano do Ensino Fundamental), passando de 5,7 em 2013 para 6,4 em 2015. A média é superior à meta estabelecida pelo governo federal para o ano de 2019, que é de 6,3. 
No Ensino Médio, São Paulo também apresentou crescimento, apesar de não concluir a meta de 4,2. Os estudantes saíram de 3,7 para 3,9. Assim como no 2º ciclo (6º ao 9º ano do Ensino Fundamental), onde o número aumentou de 4,4 em 2013 para 4,7 em 2015 e a meta era de 5.
 
A rede estadual paulista aparece na primeira posição na análise das três faixas escolares. “Passamos a ser a rede estadual de Educação primeira colocada do Brasil nos três níveis. Isso é um estímulo para fazermos muito mais. O objetivo é muito maior, mas mostra que o rumo tomado é o rumo certo e está trazendo bons resultados”, comemorou ontem o governador Geraldo Alckmin (PSDB).